Animais do Morro

prego

Macaco-prego

Sapajus nigritus

 

 

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O macaco-prego, Sapajus nigritus, é um primata endêmico da Mata Atlântica das regiões Sul e Sudeste do Brasil e do nordeste da Argentina. Históricamente, esta espécie foi incluída como uma subespécie de Cebus apella.

O macaco-prego possui três subespécies: Sapajus n. nigritus e S. n. cucullatus os quais são encontrados na parte sul (o primeiro mais ao leste, o segundo mais a oeste) da área de ocorrência da espécie e a terceira subespécie (S. n. robustus) é encontrada ao norte da área de ocorrência da espécie (ao norte do Rio Doce).

Alimenta-se principalmente de frutos, além de flores, ramos novos, insetos, ovos de pássaros e pequenos vertebrados. É dotado de grande destreza manual e capacidade de manipulação podendo fazer uso de ferramentas para acessar itens indisponíveis como recursos subterrâneos, encapsulados ou introduzidos em outros tipos de substrato. Há casos inclusive em que usam fontes alimentares provenientes do meio antrópico, tal como pomares e monoculturas.

O número de indivíduos da população do macaco-prego é atualmente desconhecida, mas parece estar diminuindo. Isto ocorre principalmente por perda de habitat, caça, e comércio ilegal de animais.

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bugio

Bugio

Alouatta fusca

 

 Bugio

 

Bugio é uma denominação comum a primatas da família Atelidae e gênero Alouatta. Possuem uma ampla distribuição geográfica, desde o México até o norte da Argentina. São animais de porte relativamente grande e de dieta predominantemente folívora. Vivem em grupos de em média 10 indivíduos em um sistema poligínico de acasalamento. Possuem vocalizações características, que podem ser ouvidas a quilômetros de distância.

Os macacos do gênero Alouatta são encontrados desde o Estado de Vera Cruz, no México, até o estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, e a província de Corrientes, na Argentina. A ampla distribuição geográfica do bugio faz com que ele seja encontrado em inúmeros biomas e ecossistemas da América do Sul e Central, desde formações florestais da Mata Atlântica e Amazônia até formações abertas, como o Cerrado, no Brasil.

Outros nomes: Guariba, Macaco ruivo, Gritador barbado.

São animais maciços, de maior porte com relação aos outros primatas sul-americanos (pesam em média 7kg); possui uma longa pelagem, maior na mandíbula e lados da face, formando uma barba que esconde o volume do osso hióide, que é muito volumoso nesse gênero (até 50 cm³).

Por conta do enorme volume do osso hióide, os bugios emitem vocalizações poderosas, que podem ser ouvidas à quilômetros de distância. Tais vocalizações são emitidas, na maioria das vezes, em contextos de relações inter-grupos. De fato, a maior parte das vocalizaçõe se dão quando ocorrem contato visual entre os grupos de bugios, e "simulações" da presença de intrusos significativamente aumentam essas vocalizações, principalmente por parte do macho dominante, que realiza buscas em torno do local que estão sendo emitidas as vocalizações simuladas. As vocalizações acabam por impedir que outros grupos se aproximem, evitando encontros agressivos diretos.

Os bugios são primatas predominantemente folívoros, ingerindo principalmente brotos e folhas jovens. Não é raro frutos terem uma porcentagem maior da dieta. São animais seletivos, se alimentando na maior parte das vezes de algumas poucas espécies de plantas. As atividades de alimentação consomem cerca de 24% do tempo, visto que a maior parte do tempo os bugios estão descansando (cerca de 60%).

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